Oi pessoal!! (Alou, tem gente aí?? rss)
Estive sumida por um tempo por "N" motivos, entre eles foi o frio! Faz umas duas semanas que nevou aqui no Sul, inclusive em Blumenau! Li que este fato histórico ocorreu há quase 30 anos atrás. Pena que não vi a neve, mas nestes últimos dias a tentação pra ficar debaixo das cobertas era muito maior. O outro (gigante) motivo é a falta de tempo. Mulher por si só já sofre por falta de tempo, mesmo sem ser mãe. Quando ela se torna mãe, o tempo diminui umas 10 vezes mais! Coisas que eu fazia em 15 minutos, hoje eu posso levar 2 horas, ainda mais que a Luana começou a andar! Já faz 2 semanas que estou fazendo muito mais exercícios, gritando muito mais e ando muito mais descabelada do que o normal..kkkk.. A parte boa disso tudo (fora o fato dela ter muita saúde, claro) é que dispensei academia e ainda economizo uns trocados..rs..
A vida de mãe é tão emocionante e corrida, que não tenho meus minutos pra colocar a fofoca em dia, mas hoje eu só quero comentar um filme que eu consegui assistir no domingo a noite. O fato de conseguido esta façanha, é porque já passava das 21h e a Luana já estava dormindo profundamente, e estes momentos são muito especiais e apreciados por nós, mães de crianças pequenas. O filme é o "Não sei como ela consegue", no original "I don't know how she does it" e estrelado pela minha querida Sarah Jessica Parker. Eu amaaaaaaaaaaaava o "Sex and the city", aquele glamour tudo, aquelas amigas inseparáveis e "phinas", mas esqueci disso tudo há tempinho atrás, quando me enchi de olheiras, não tirava o pijama e achei que amamentaria para sempre. Chegou um tempo que eu pensei em colocar um aviso nas fraldas da Luana dizendo: "Lembrar de escovar os dentes" (leia-se isso tudo isso como "mãe de recém-nascido"). Mas enfim, voltando a falar do filme que assisti no domingo, o filme retrata uma executiva chamada Kate, que ama o seu trabalho, porém precisa se desdobrar pra conciliar a carreira com a maternidade, pois ela tem uma menina de 6 anos e um menino de 2. Quase morri de rir no filme. Finalmente minha "Carrie Bradshal" fazendo um papel do qual eu me encaixava, em que ela enlouquecia pra atender as solicitações da filha, da escolinha e até piolho rolou no filme! Adorei que o maridão assistiu comigo e riu muito apesar de ser filme de menina.
Lembrei de mim, com roupa social e uma mancha de papa de aveia na calça (calma, não tenho piolhos), ou dos quilos de maquiagem pra esconder a cara pálida, abatida (isso quando eu tinha tempo pra me maquiar). Acho que as coisas agora estão um pouco melhores. Pelo menos estou mais corada e durmo muito bem, mas a roupa com bába, pápa e cheiro de neném, tá demais! Difícil manter o glamour na maternidade. As pobres mortais que não tem babá pra ajudar, precisam se virar em mil hoje em dia. Precisamos ser mãe, mulheres, esposas, amigas, super-profissionais, lindas e felizes. Precisamos estar felizes o tempo todo ou, pelo menos, é o que achamos que precisamos fazer! A gente até se esforça (bastante), mas tudo começa a se encaixar naturalmente. Percebemos que não adianta nos cobrar demais, (pois o mundo todo já faz isso), e que um dia muitas coisas vão melhorar e outras vão piorar...kkkkk.. Digo isso porque adorei o fato da Luana estar mais independente. Ela está comendo bolacha sozinha e até já consegue pedir o que quer (ela aponta), mas as gavetas do quarto estão clamando por sossego, e as minhas pernas também!
A maternidade em si não tem glamour, mas tem poesia. Tem uma parte do filme que ela fala do filho dela, e diz mais ou menos o seguinte: "Ter um filho de dois nos faz sentir como um superstar, mas sem as críticas". É mais ou menos como me sinto. Saio de caso as 8h para deixar a Luana na escolinha, e só vou buscá-la as 18h20. Quando chego na porta da sala eu vejo através do portão, dois olhos brilhando, e o sorriso mais lindo do mundo. Ela vem andando até mim, estende os bracinhos e então eu esqueço o que são cobranças, estresse, transito e dor. Ali eu me sinto uma pessoa admirada pela pessoinha mais importante que existe.
Maternidade é esquecer quem você já foi um dia, é aprender o sentido de "doar-se por inteiro". É não ter muito glamour, nem muito tempo, nem muitas escolhas, mas é poder carregar consigo o maior orgulho, ter o maior amor, e descobrir o melhor de si, em alguém e pra alguém.
A maternidade é a coisa mais linda que já aconteceu na minha vida.
Só pra encerrar, vou postar uma foto da Lu no ultimo evento dela: O aniversário de dois anos da priminha Alice. Elas são as princesinhas da nossa família e, como já postei no face, tudo ficou mais bonito depois que elas chegaram! Parabéns Alice!!! Amamos você!

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