quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A poesia da maternidade

Bom, hoje quero continuar um pouco sobre a poesia da maternidade.
Quando fiquei sabendo que teria um bebê, a minha preocupação era em saber como a pegaria no colo, como seria a amamentação e como trocaria a fralda, afinal ele nasceria pequeno, sem saber de nada da vida. Eu teria que ensinar tudo a ele: A comer, a andar, a falar..
E apesar de ouvir tanto sobre as noites sem dormir, as eternas trocas de fraldas e dos choros, acho que esqueceram de me contar algo muito importante sobre a maternidade.

A primeira descoberta:
Durante a gravidez eu estava bem preocupada. Eu não tinha o menor jeito com bebê, pois eu mal segurava umno colo, quem dirá um recém-nascido! A ultima fralda que eu tinha trocado era dos meus irmãos (gêmeos),e quando a Luana nasceu, eles já tinham 23 anos!!!!! Eu me sentia muito insegura, com medo de não acordar se a Luana chorasse ou de não interpretar os choros dela, ou de não ser uma boa mãe.
Então se passou a gravidez e chegou o tão esperado dia, a Luana chegou ao mundo!
Eu estava na sala de cirurgia, o pediatra me mostrou um pacotinho sujo de cabelo loiro e que chorava muito. Era a coisinha mais interessante que eu já vi na minha vida. Ela abriu um choro que deu orgulho. Colocou os pulmões pra funcionar bem rapidinho! Então o pediatra se aproximou com ela no colo e colocou o rosto dela no meu. Eu não consegui abraça-la, então como eu não sabia como reagir numa situação dessas, eu disse: - “Oi bebê, é a mamãe..”. O choro sessou. Silêncio total. Ela se sentiu protegida.
Foi ali, bem ali, que todo meu medo foi embora. Eu não tinha mais medo de ter um bebê chorão, ou uma criança birrenta, ou uma adolescente rebelde.  Senti como se eu pudesse viver e morrer por ela. Senti como se naquele momento um pouquinho da Marina tivesse ido embora e, naquele exato momento, nasceu UMA MÃE.

A segunda descoberta:
Até um tempinho atrás, quando a Luana tinha uns 9 ou 10 meses, eu ainda acreditava que eu teria que ensinar tudo pra ela. Bem, a verdade é que quase tudo eles imitam e a outra parte da verdade é que essas crianças de hoje em dia só não nascem falando. Eles aprendem sozinhos! Mas não é isso que quero dizer aqui, até porque já não é segredo nenhum! rss
Estive refletindo sobre o nosso dia-a-dia, em que nos percebemos no  “automático”, fazendo tudo muito rápido, sem olhar para os lados, sem engolir o café direto. Estamos preocupados, pensando em duas horas ou dois dias a frente do nosso tempo. Estamos ansiosos vivendo no futuro, como se tudo desmoronasse caso se perdermos algum compromisso ou chegarmos atrasado.
De uns tempo para cá, comecei a analisar o desenvolvimento da Luana. Ela vive no presente. As preocupações dela são sobre o que ela está fazendo naquele exato momento, a forma que ela descobre o mundo, o olhar brilhante diante de uma novidade, a graça que ela acha nas coisas mais simples. Ela anda devagar, com suas perninhas curtas, de um jeito bem lento, olhando tudo ao redor.
Estes dias nós duas fomos dar uma volta ao redor do prédio. Uma coisa tão simples para nós, mas para ela aquilo era importante. Ela parava para cada folha no chão que ela encontrava. Ela apontava para o muro, para as arvores, par as crianças, para os carros. Ela estava ali presente, admirando e analisando tudo que via, sem a menor preocupação, sem a menor pressa.
Quando foi que nós deixamos de ser crianças?
Cada mais eu descubro que não! Ela não nasceu para aprender comigo. Ela nasceu para me ensinar de novo, para resgatar aquilo que guardei dentro de uma gaveta achando que não precisaria mais. Saber viver o presente é uma dádiva tão rara. O quanto temos que aprender com estes pequenos? Com certeza eles estão mais próximo de Deus do que qualquer outra pessoa que se julga tão importante diante do mundo.
Se ela precisa ser parecida comigo? Não, eu que quero me parecer com ela.
Parando, respirando, admirando: Foi assim que eu descobri o maior segredo (e a poesia) da maternidade.

E termino mais um post com um vídeo da Luana com dois meses de vida. Aqueles dias me marcaram muito, pois foi quando ela começou a rir. Existe amor mais lindo?





quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Não sei como nós conseguimos!

Oi pessoal!! (Alou, tem gente aí?? rss)
Estive sumida por um tempo por "N" motivos, entre eles foi o frio! Faz umas duas semanas que nevou aqui no Sul, inclusive em Blumenau! Li que este fato histórico ocorreu há quase 30 anos atrás. Pena que não vi a neve, mas nestes últimos dias a tentação pra ficar debaixo das cobertas era muito maior. O outro (gigante) motivo é a falta de tempo. Mulher por si só já sofre por falta de tempo, mesmo sem ser mãe. Quando ela se torna mãe, o tempo diminui umas 10 vezes mais! Coisas que eu fazia em 15 minutos, hoje eu posso levar 2 horas, ainda mais que a Luana começou a andar! Já faz 2 semanas que estou fazendo muito mais exercícios, gritando muito mais e ando muito mais descabelada do que o normal..kkkk.. A parte boa disso tudo (fora o fato dela ter muita saúde, claro) é que dispensei academia e ainda economizo uns trocados..rs..
A vida de mãe é tão emocionante e corrida, que não tenho meus minutos pra colocar a fofoca em dia, mas hoje eu só quero comentar um filme que eu consegui assistir no domingo a noite. O fato de conseguido esta façanha, é porque já passava das 21h e a Luana já estava dormindo profundamente, e estes momentos são muito especiais e apreciados por nós, mães de crianças pequenas. O filme é o "Não sei como ela consegue", no original "I don't know how she does it" e estrelado pela minha querida Sarah Jessica Parker. Eu amaaaaaaaaaaaava o "Sex and the city", aquele glamour tudo, aquelas amigas inseparáveis e "phinas", mas esqueci disso tudo há tempinho atrás, quando me enchi de olheiras, não tirava o pijama e achei que amamentaria para sempre. Chegou um tempo que eu pensei em colocar um aviso nas fraldas da Luana dizendo: "Lembrar de escovar os dentes" (leia-se isso tudo isso como "mãe de recém-nascido"). Mas enfim, voltando a falar do filme que assisti no domingo, o filme retrata uma executiva chamada Kate, que ama o seu trabalho, porém precisa se desdobrar pra conciliar a carreira com a maternidade, pois ela tem uma menina de 6 anos e um menino de 2. Quase morri de rir no filme. Finalmente minha "Carrie Bradshal" fazendo um papel do qual eu me encaixava, em que ela enlouquecia pra atender as solicitações da filha, da escolinha e até piolho rolou no filme! Adorei que o maridão assistiu comigo e riu muito apesar de ser filme de menina.
Lembrei de mim, com roupa social e uma mancha de papa de aveia na calça (calma, não tenho piolhos), ou dos quilos de maquiagem pra esconder a cara pálida, abatida (isso quando eu tinha tempo pra me maquiar). Acho que as coisas agora estão um pouco melhores. Pelo menos estou mais corada e durmo muito bem, mas a roupa com bába, pápa e cheiro de neném, tá demais! Difícil manter o glamour na maternidade. As pobres mortais que não tem babá pra ajudar, precisam se virar em mil hoje em dia. Precisamos ser mãe, mulheres, esposas, amigas, super-profissionais, lindas e felizes. Precisamos estar felizes o tempo todo ou, pelo menos, é o que achamos que precisamos fazer! A gente até se esforça (bastante), mas tudo começa a se encaixar naturalmente. Percebemos que não adianta nos cobrar demais, (pois o mundo todo já faz isso),  e que um dia muitas coisas vão melhorar e outras vão piorar...kkkkk.. Digo isso porque adorei o fato da Luana estar mais independente. Ela está comendo bolacha sozinha e até já consegue pedir o que quer (ela aponta), mas as gavetas do quarto estão clamando por sossego, e as minhas pernas também!
A maternidade em si não tem glamour, mas tem poesia. Tem uma parte do filme que ela fala do filho dela, e diz mais ou menos o seguinte: "Ter um filho de dois nos faz sentir como um superstar, mas sem as críticas". É mais ou menos como me sinto. Saio de caso as 8h para deixar a Luana na escolinha, e só vou buscá-la as 18h20. Quando chego na porta da sala eu vejo através do portão, dois olhos brilhando, e o sorriso mais lindo do mundo. Ela vem andando até mim, estende os bracinhos e então eu esqueço o que são cobranças, estresse, transito e dor. Ali eu me sinto uma pessoa admirada pela pessoinha mais importante que existe. 
Maternidade é esquecer quem você já foi um dia, é aprender o sentido de "doar-se por inteiro". É não ter muito glamour, nem muito tempo, nem muitas escolhas, mas é poder carregar consigo o maior orgulho, ter o maior amor, e descobrir o melhor de si, em alguém e pra alguém. 
A maternidade é a coisa mais linda que já aconteceu na minha vida. 

Só pra encerrar, vou postar uma foto da Lu no ultimo evento dela: O aniversário de dois anos da priminha Alice. Elas são as princesinhas da nossa família e, como já postei no face, tudo ficou mais bonito depois que elas chegaram! Parabéns Alice!!! Amamos você!